A imigração italiana no Brasil (parte 1)

No próximo dia 21 de fevereiro é comemorado o Dia Nacional do Imigrante Italiano e nada melhor do que falarmos sobre o período de maior imigração de italianos ao Brasil.

 

Embarque de italianos para o Brasil, 1910

 

Entre 1880 e 1930 houve a maior imigração de italianos para as terras brasileiras, as regiões sul e sudeste foram as que mais receberam imigrantes vindos da Itália.

Graças a forte pressão por parte do Reino Unido para que houvesse a extinção do tráfico negreiro e com a criação das leis Eusébio de Queirós em 1850, do Ventre Livre em 1871 e a dos Sexagenários em 1885, que começaram a mudar o rumo do Brasil.

Mesmo com todas as leis criadas no século XIX que apontavam para a extinção da escravidão, ainda assim os brasileiros, em sua maioria negros e mestiços recém-libertos, eram considerados inaptos para alavancarem o país.
O governo brasileiro ansiava pelo “embranquecimento” da população, e além disso, julgava os brancos superiores e mais civilizados em comparação aos negros, indígenas e asiáticos. Os fazendeiros também tinham como preferência pagar por um imigrante europeu, do que assalariar um ex-escravo. Tudo isso contribuiu para abrir as portas aos brancos e católicos vindos da Itália.

 

Cultura de café e uma plantação de arroz, entre carreira do mesmo

 

Com a franca expansão da cultura cafeeira na então província de São Paulo e a falta de mão de obra para suprir a demanda nas plantações, concomitante ao período turbulento de guerra pela unificação italiana seguido de uma grave crise econômica e de taxas de crescimento demográfico e de desemprego elevadas, muitos italianos escolheram o Brasil como destino. Já que os Estados Unidos, país que mais recebia imigrantes italianos começaram a dificultar a entrada de estrangeiros no país.

Os negros e mestiços foram excluídos dos projetos de colonização relacionados à distribuição de terras e para atrair os imigrantes italianos o governo brasileiro oferecia a subvenção da passagem. Num primeiro momento era estimulada a imigração de famílias inteiras primeiramente amparada pelo próprio fazendeiro, mais tarde essa responsabilidade foi assumida pelo governo brasileiro. A prática da subvenção foi responsável por 89% da imigração total de milhares de camponeses e lavradores entre os anos de 1891 e 1895.

 

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Fontes de Pesquisa: www.suapesquisa.com, www.pt.wikipedia.org, www.renatabueno.com.br, www.infoescola.com, www.pesquisaitaliana.com.br, www.brasil500anos.ibge.gov.br, www.revistagloborural.globo.com, www.museudaimigracao.org.br
Fotos: acervo digital do Museu da Imigração.