Natal – época cheia de simbolismos – parte 2

Hoje, continuamos o post sobre os simbolismos em torno das tradições natalinas.

Antes de começar a leitura já aviso, coloca o babador porque as curiosidades são de dar água na boca!!!

 

O Natal é aquele momento de confraternização entre os familiares, sinônimo de mesa farta de comidas típicas, amigo secreto e presentinhos. A ceia natalina é carregada de tradições, é o momento para celebrar o nascimento do menino Jesus. Muitas famílias fazem os preparativos da ceia com as receitas secretas que herdaram, outras preferem manter a tradição e comer os pratos típicos da época, tem ainda as famílias em que cada um leva um prato para ser compartilhado, mas o importante mesmo é manter o espírito natalino vivo, a fraternidade, a fé e o amor pelo próximo, atitudes que devemos praticar diariamente e não só nos dias 24 e 25 de dezembro.

 

 

A ceia natalina é advinda de um antigo costume europeu, no qual as famílias costumavam abrir as portas de suas casas e oferecer uma mesa farta aos viajantes e peregrinos. Essa tradição foi se espalhando pelo mundo e cada região adicionou uma pitada de sua cultura.

 

Peru Natalino

 

 

Segundo a tradição, o peru representa prosperidade e fartura. Eram inicialmente consumidos em comemoração ao sucesso das colheitas. O costume é tradicional dos norte-americanos que o consomem também no Dia de Ação de Graças e essa tradição chegou ao Brasil no século XIX.

 

Bacalhau ou Bolinho de Bacalhau

Um prato tradicional português, o peixe ganhou lugar nas ceias em substituição ao peru. Tradicionalmente o bacalhau é feito no forno e acompanhado de batatas.

 

Leitão Assado

 

 

O prato foi criado tradicionalmente nos banquetes e ocasiões especiais na época do Império Romano, no século XVIII. O porco era consumido principalmente no inverno, por conta de sua carne mais gordurosa. A carne também podia ser conservada em sua própria banha durante o inverno rigoroso.

 

Arroz de Natal

É o maior causador de discórdia entre as pessoas no Natal, alguns gostam com muita uva passa e outros a abominam, o meio termo é ter as uvas a parte e cada um segue suas preferências (rs). Outros tipos de arroz consumidos na data são o arroz à grega, arroz de forno, arroz com bacalhau, arroz com castanhas e até o arroz ao Champagne.

 

Salpicão

A palavra salpicão vem de salpicón, comum na culinária mexicana e francesa, que é o preparo de um ou mais ingredientes crus ou cozidos em um determinado tipo de molho. Algumas receitas de salpicão levam bacalhau, atum ou frango e é um prato servido frio.
A versão atual da salada nasceu no Brasil em meados dos anos 50 e os ingredientes mais utilizados são maionese, cenoura, batata, pimentões (verde, vermelho e amarelo), frango ou peru desfiados, bacalhau ou atum, salsão e pimenta, assim como o arroz de Natal, é adicionado de algumas que podem ser o abacaxi, cereja, maçã verde ou uva passa.

 

Vinho

Uma das bebidas mais antigas, teve o auge de seu consumo na Idade Média, no qual foi adotado pela igreja católica como bebida oficial. O vinho nas celebrações cristãs simboliza o sangue de Cristo, o sagrado, a vida, o amor divino e a fertilidade.

 

E como toda ceia maravilhosa pede, as sobremesas não podem faltar.

 

Panetone

 

 

O panetone foi criado no século XVII, segundo a lenda por um descuido, o padeiro Toni se atrapalhou no preparo e colocou as uvas passas que seriam para uma torta na massa do pão, na tentativa de salvar a receita adicionou mais frutas cristalizadas à massa. Seu chefe gostou tanto dessa invenção que batizou o tal pão de “Pane di Toni”, porém a receita só chegou ao Brasil no XIX.

Hoje é possível encontrar a sobremesa nas mais diferentes versões e acompanhamentos.

 

Biscoitos de Gengibre

 

 

Os tradicionais biscoitos natalinos, originalmente feitos com gengibre e mel tem uma de suas versões advindas do século XV na Europa, na qual a tradição era confeccionar casas e bonequinhos de pão de mel. Mais tarde os biscoitos foram inspiração para os irmãos Grimm criarem o famoso conto “João e Maria”.

 

Rabanada

 

 

Essa outra sobremesa bem típica consumida no Natal e também na quaresma e na Páscoa, foi criada com o intuito de ajudar mulheres no pós-parto a produzirem mais leite.

Os primeiros registros históricos do doce foram feitos pelo poeta espanhol Juan del Encina, no século XIV em Portugal e sua primeira receita documentada pertence ao livro de Francisco Martinez Montiño, servidor da Coroa Real da Espanha no período.

A sobremesa caiu no gosto do povo em meados do século XX, quando se tornou comum nas tabernas de Madri, na Espanha.

 

Mesa de Frutas

 

 

A tradicional mesa de frutas nasceu na Roma antiga, no qual uma mesa de frutas da época era enfeitada em homenagem ao “solstício de inverno” (falamos dele no primeiro post), além disso, frutas da época como: tâmaras, uvas e pêssegos eram banhadas em ouro para ornamentar a casa.

Já as frutas secas e oleaginosas tinham um significado especial na Roma antiga, as avelãs evitavam a fome, as nozes significavam abundância e prosperidade e as amêndoas protegiam as pessoas dos efeitos da bebida. As frutas também eram dadas como presente antes do início do inverno, sob votos de fartura, riqueza e proteção e pelo fácil armazenamento e valor calórico ajudam o corpo a suportar baixas temperaturas.

Não podemos esquecer do popular conto natalino, “O quebra Nozes” de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann de 1881, responsável por ajudar a popularizar o consumo das frutas secas e oleaginosas na época do Natal.

 

Curiosidades em torno das ceias mundo afora.

Na Alemanha a mesa é repleta de carne de porco e muitos doces como pão de mel e amêndoas torradas.

Na Polônia, o consumo de carne vermelha é proibido no Natal e por esse motivo as mesas são compostas de peixes acompanhados de vinho branco.

Na França, a preferência é por peru e frutos do mar como as ostras.

Na Austrália, por ser verão, é bastante comum encontrar famílias fazendo suas ceias nas praias, e de sobremesa não pode faltar pudim de ameixas flambadas.

Assim como no Brasil e na Austrália, na África do Sul também é verão, e por esse motivo encontra-se muitas famílias saboreando a ceia do lado de fora de suas casas.

E aí? Curtiram essas curiosidades? Conta pra gente! 😉

 

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Fontes de pesquisa: todamateria.com.br, brasilescola.uol.com.br, correio.rac.com.br, comidas-tipicas.info, viagemeturismo.abril.com.br, amambainoticias.com.br, www.ebc.com.br.